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Capitalismo planetário
A  contribuição que Adam Smith proporcionou à economia através de sua teoria do "laissez faire" foi, sem dúvida nenhuma, marcante para o entendimento dos mecanismos de mercado. De acordo com Adam Smith “a riqueza das nações e dos indivíduos em geral eram frutos de seus interesses próprios (self interest), sendo que o bem que todos os indivíduos proporcionam não são auto percebidos”. Defensor do livre mercado, em que “forças invisíveis” fariam com que os comerciantes e industriais brigassem por descobertas de novas tecnologias para o aprimoramento de seus serviços, fazendo com que o preço de suas mercadorias declinasse e houvesse geração de novos empregos.
Sem sombra de dúvida devemos referenciar as idéias daquele que é conhecido como o "pai da economia" e demonstra que o livre mercado, se não é a melhor solução,  se apresenta como a que melhor atende as necessidades do indivíduos.
Em contraposição à teoria do “laissez faire” (deixa fluir) surge, no séc XIX, a teoria socialista que se interpõem às práticas do liberalismo econômico e a consolidação de uma burguesia industrial e capitalista na Europa, produzindo transformações profundas nas relações de trabalho.
Os pensadores socialistas entendiam que a produção capitalista, estabelecida a partir da propriedade privada dos meios de produção e da exploração do trabalho assalariado, era incapaz de socializar a riqueza produzida. Eles entendiam que, mantidas aquelas condições, haveria uma concentração de renda cada vez maior, distorção que nunca seria corrigida.
Passados mais de 200 anos percebemos que o tema central do pensamento econômico e das políticas econômicas continua sendo o bem estar do indivíduo, ainda que a execução destas políticas tenha diferenças marcantes. Poderíamos citar a principal delas e, efetivamente, é o que distingue os pensamentos econômicos atuais, o nível de intervenção do Estado na economia. Os recentes fatos ocorridos nos Estados Unidos da América, o “coração do capitalismo” gerando uma das maiores crises da história dos mercados, senão a maior, são fundamentais para que possamos rever conceitos e atualizar as nossas idéias em relação à liberdade de mercado.
Segundo Nicolas Sarkozy, presidente da França: "A idéia de um mercado todo-poderoso operando sem regras e sem nenhuma intervenção política é uma loucura. Os tempos de auto-regulação do mercado, do laissez-faire, chegaram ao fim. Acabou o mercado que está sempre certo". Isto não significa que o Estado deva intervir indiscriminadamente no mercado, criando um arcabouço regulatório que inibam investimentos e reduzam a participação do setor privado na economia, muito pelo contrário, as empresas Estatais não são sinônimos de eficiente gestão empresarial, por outro lado o que constatamos é que as grandes corporações que traduziam o espírito do mundo capitalista estão à beira da falência e, grande parte delas, pedindo socorro a um Estado que se orgulhava e fazia questão de exportar as suas idéias liberais a todo o planeta.
Pois bem, estamos vivendo um momento histórico onde as teorias econômicas se mesclam e dão origem a um Estado que tem o grande desafio de regular a economia e sobrepor o interesse público, ou interesse comunitário, aqueles que consideram as pessoas e o planeta em que vivemos, ou seja o interesse planetário ao invés do interesse das grandes corporações e dos setores das economias capitalistas que até então dominavam o cenário econômico mundial.
Será que poderíamos chamar de Capitalismo Planetário?
por Apostole Lazaro Chryssafidis
APOIADORES
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Ministério do Turismo Associaçâo Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional
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